Publicado por: hotwind | Março 24, 2008

Marcelo Parte 2 e 3

A ideia de Marcelo Rebelo de Sousa a dar formação sobre a vida do PSD alia-se a um qualquer episódio da série 24, em que a qualquer momento pode acontecer um qualquer facto novo para ajudar a desenvolver todo o enredo futuro.

Nas duas sessões que completaram a formação que Marcelo proporcionou aos militantes da Secção D, falou-se de cavaquismo, de maiorias absolutas, e da última década, que se iniciou com a não descida à terra de Deus, mas a ascensão de Marcelo à liderança do partido.

Viveu do período dois elogios, um a Marques Mendes por ter sido sempre o porta voz do seu pensamento, e a Rui Rio pela sua verticalidade e honestidade.

Fica a afirmação do péssimo relacionamento que manteve com Guterres, e tão bem conhecido.

Considera que o partido estabilizará com Durão Barroso, mas ao mesmo tempo, entende que Barroso não estaria preparado para ir tão cedo para o Governo, analisando que Pedro Santana Lopes não tem perfil para Primeiro-Ministro, mas daria um bom Presidente do Partido, entendendo que em Portugal não exista condições para uma liderança bicéfala.

No fim da terceira sessão considerei que seria importante colocar um desafio a Marcelo, apelando ao seu poder de síntese, caracterizando os lideres numa palavra, em que Marcelo optou por lhes dar um cognome, e definir o seu ponto alto e ponto baixo.

Aqui fica, o exame do Professor:

Sá Carneiro “O Fundador” teve como ponto alto a subida ao poder e a negativa vai para as Legislativas de 76. 

Emídio Guerreiro “O Guerreiro” teve na ruptura do IV Governo o seu grande momento, sendo o pior a saída do partido e colagem a Sá Borges.

Sousa Franco “O Bem Intencionado” teve o seu ponto alto, antes mesmo de ser líder, com o discurso que efetuou na Assembleia aquando da Moção de Confiança de Soares saído negativamente pela pessoalização da querela com Sá Carneiro.

Francisco Balsemão “O Resistente” teve o ponto forte na Revisão Constitucional, onde colocou os militares nos quartéis, sendo o Congresso de Montechoro o seu ponto negativo.

Meneres Pimentel “O Santificado” teve positiva no discurso do Vimeiro e negativa na teimosia que Camarate era acidente e não deveria ser investigado.

Nuno Rodrigues dos Santos “O Pacificador” teve como ponto positivo a aquisição à ASDI de rostos importantes para o partido não tendo nada de negativo a lhe ser apontado.

Mota Pinto “O Voluntarista” deu o rosto nas eleições de 83 pelo partido sendo esse o seu ponto mais alto, em que ficou celebre a frase “Hoje somos muitos, amanhã seremos milhões”, tendo na dificuldade para lidar com Soares enquanto seu Vice Ministro o ponto negativo.

Rui Machete “O Conciliador” teve positiva no referendo presidencial que impôs ao partido e negativa na recandidatura sem que ninguém soubesse.

Cavaco Silva “O Estadista” apesar de muitos pontos positivos, devem realçar-se a primeira maioria absoluta e a revisão constitucional e 89 e a gestão do tabu terá sido a maior negativa de Cavaco.

Fernando Nogueira “ O Missionário” teve na sua vitória o seu ponto alto, sendo a derrota nas legislativas o seu ponto negativo.

Marcelo (o próprio) “O Professor” ponto alto a vitória no referendo à regionalização ponto baixo a gestão da imagem.

Durão Barroso “O Determinado” teve como ponto alto a vitória nas legislativas de 2002, sendo a saída para “arejar” em Bruxelas o seu ponto negativo.

Pedro Santana Lopes “O Mediático” terá tido como ponto alto a vitória da Câmara de Lisboa, sendo a derrota das legislativas o seu ponto negativo.

Por fim, Marques Mendes “O Lutador” ponto positivo as Autárquicas de 2007, ponto negativo a Câmara de Lisboa.

 


Deixe uma resposta

Tem de ter a sessão iniciada para publicar um comentário.

Categorias